No nº 193 da Rua de S. Bento, em Lisboa, vive-se a essência do Fado, na casa em que outrora Amália Rodrigues – a grande “Voz de Portugal” – viveu durante 44 anos. Cada peça, desde o xaile negro às guitarras sobre o piano, materializa a sua presença e conta a História da canção lisboeta, definidora do espírito português e da própria História de um povo.

A Casa Museu Amália Rodrigues foi inaugurada a 24 de julho de 2001, cumprindo aquele que era um dos desejos de Amália: abrir a sua casa ao público e partilhar, com este, o seu lado mais pessoal e íntimo. De facto, aqui, faz-se uma verdadeira viagem à vida de Amália Rodrigues e recria-se o seu dia a dia: podem ver-se os seus vestidos e joias de palco, os balandraus que usava por casa e outros objetos pessoais, os seus prémios e honras, as suas memórias…

Tudo, nesta Casa Museu, nos revela o toque e espírito da sua Fundadora, tanto na cozinha da década de 50, no jardim cheio de flores ao gosto de Amália, no seu papagaio “Chico” como no famoso salão, onde se reunia com as mais ilustres figuras da cultura do século XX (poetas, músicos, compositores, pintores) e onde gravou, em 1968, um disco com Vinicius de Moraes.

A Casa Museu está aberta todos os dias à exceção de segundas feiras e feriados e dispõe de uma cafetaria, “Jardim da Amália”, que promove semanalmente sessões de Fado às terças e sextas feiras ao fim da tarde, e de uma loja onde o visitante pode encontrar uma lembrança da sua passagem pela Casa de Amália.

Fado às terças e sextas feiras ao fim da tarde, e de uma loja onde o visitante pode encontrar uma lembrança da sua passagem pela Casa de Amália.